Escolher a ferramenta certa é uma das decisões mais importantes em engenharia de software. Neste post, explico por que FastAPI fez mais sentido que Django para a minha API.
A decisão
Enquanto estudava Django na faculdade, percebi que a estrutura dele era pesada demais para o escopo do meu projeto pessoal. Comecei a pesquisar frameworks Python modernos e mais leves para APIs, e FastAPI rapidamente pareceu a escolha mais lógica.
Por que não Django
Django é um framework opinativo. Ele traz muitos recursos embutidos que eu simplesmente não precisava naquele momento: Template Engine, Admin panel, arquitetura MVT e uma estrutura mais rígida. Isso reforçou minha escolha por FastAPI.
Por que FastAPI
Agora entendo melhor o propósito do FastAPI. Depois de começar minha API e estudar Django na faculdade ao mesmo tempo, o contraste ficou claro. A principal diferença para mim é a flexibilidade. FastAPI me permite conectar ferramentas como PostgreSQL sem muito atrito. É rápido e, mais importante para o meu caso, simples. Django funcionaria? Sim. Mas seria overkill, e tudo bem.
O que essa escolha me ensinou
Na faculdade, estou cursando uma disciplina chamada Interação Humano-Computador (IHC). O professor passou um projeto para criarmos uma aplicação com foco forte em UX/UI para pessoas com necessidades de acessibilidade — no caso do meu grupo, um app bancário para usuários com deficiência motora. Como aprendemos HTML, CSS e JavaScript no semestre passado, você pensaria que todo mundo usaria isso. Mas não: muita gente pula direto para Python ou outras ferramentas só porque já se sente confortável.
Isso me ensinou uma lição importante: é tentador forçar um projeto a caber na linguagem ou no framework que já conhecemos. Mas a verdade é que escolher a ferramenta certa para o problema certo é uma das habilidades mais importantes em engenharia de software, e é nisso que estou focando nos próximos passos.